
Par diz que comprou vivenda de sertanejo sem saber que imóvel era mira de ações na Justiça. Cantor diz que compradores tinham conhecimento dos processos e nega que tenha agido de má-fé. Eduardo Costa prestou prova em Belo Horizonte nesta quarta-feira (18)
Raquel Freitas/G1
O jurista do par que comprou uma vivenda do sertanejo Eduardo Costa disse que pediu, nesta sexta-feira (20), ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) o encolhimento do procurador responsável pelo interrogatório em que o cantor é investigado por estelionato. Na petição, Arnaldo Soares Alves citou, entre outros argumentos, que policial teria tornado o interrogatório, que está sob sigilo, público nesta quarta-feira (18), quando o músico prestou prova.
O imóvel fica em Capitólio (MG) e atualmente funciona uma vez que resort. Por ter sido construída às margens da represa de Furnas, em extensão de preservação permanente, a vivenda é objeto de ações judiciais movidas pelo Ministério Público Federalista (MPF) e por Furnas Centrais Elétricas e pode ter segmento demolida. O par alega não ter sido alertado da situação. Já o cantor diz que os compradores tinham conhecimento dos processos e nega que tenha agido de má-fé.
Procurados, a Polícia Social e o procurador Vinícius Dias informaram que, ao contrário do afirmado pelo jurista, as investigações continuam tramitando em sigilo. Dias afirmou que não deu nem dará detalhes sobre as investigações, que são conduzidas com imparcialidade.
Segundo o jurista, o pedido de encolhimento foi apresentado a uma promotora da 12ª Promotoria de Justiça, nesta tarde, em Belo Horizonte. O MPMG confirmou que eles se reuniram, mas não informou detalhes do que foi tratado.
Legisperito Arnaldo Soares Alves
Arnaldo Soares Alves/Pilha pessoal
O jurista ainda sustenta que o procurador teria agido com parcialidade. Ele disse que o vestimenta de o procurador ter ficado ao lado do cantor durante entrevista aos jornalistas na delegacia e, em certos momentos, fazendo sinais de positivo com a cabeça “pegou muito mal”.
De combinação com Dias, a decisão de conceder entrevista partiu do próprio cantor.
Alves afirmou que também protocolou junto à Polícia Social outro documento, em que pede que o procurador “se dê por suspeito para prosseguir com as investigações deste Questionário, haja vista, a receptividade/acolhida/sustento”.
Por meio da assessoria, o cantor Eduardo Costa informou que esteve Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, em Belo Horizonte, de forma voluntária e espontânea para prestar prova. “Eduardo Costa confia na justiça e nas autoridades. Está convicto de que os fatos já estão esclarecidos. Por termo, informa que tomará as medidas judiciais cíveis e criminais cabíveis em relação às mentiras lançadas de forma irresponsável”, afirmou a assessoria em nota.
Lar funciona uma vez que resort e tem piscina com vista para o Lago de Furnas
Reprodução/Facebook
Por ter sido contruído em extensão de preservação, imóvel pode ser demolido
Facebook/Reprodução
Suítes de resort levam nome de músicas do cantor
Facebook/Reprodução
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