
O consagrado técnico italiano Carlo Ancelotti estreou na seleção brasileira com um empate sem gols diante da muito organizada seleção do Equador, na última quinta-feira (5), em Guayaquil. O duelo valeu pela 15ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Despensa do Mundo 2026.
Se o sentimento nos dias que antecederam à partida era de euforia com a chegada do vencedor comandante ex-Real Madrid, o duro embate contra os equatorianos, vice-líderes das Eliminatórias, foi o suficiente para gerar sentimentos mistos na torcida.
Por um lado, o Brasil demonstrou, de subitâneo, maior consistência defensiva sob o comando de Ancelotti. O retorno do veterano Casemiro, uma vez que um pilar avante da dupla de zaga, foi bem-sucedido. O desportista ex-Real Madrid dificilmente perderá novamente o posto de titular.
Principal novidade na escalação do italiano, o zagueiro Alexsandro, que atua no Lille, da França, foi um dos destaques. Se até dias detrás o jogador era um anônimo completo para o torcedor brasiliano, doravante brigará diretamente por uma vaga na próxima Despensa do Mundo.

Por outro lado, o retorno do atacante Richarlison à equipe foi decepcionante. Ancelotti confiou no brasiliano, com quem trabalhou nos tempos de Everton, da Inglaterra.
O italiano chegou a elogiar a dedicação defensiva do “Pombo”, mas o jogador do Tottenham foi muito mal no ataque e acabou substituído na lanço final. Em alguns momentos, brigou com a pobre da esfera.

Já o principal talento atual da seleção, Vini Jr já demonstrou evolução sob o comando de Ancelotti, seu comandante até dias detrás no Real Madrid. O atacante, que vinha em baixa nas últimas partidas com Dorival Junior, demonstrou lampejos importantes e provou que pode ser determinante para o sucesso da equipe.


Na lista de Ancelotti, constavam três atletas formados no Athletico: o lateral-esquerdo Alex Sandro e o volante Bruno Guimarães, que foram titulares, além do goleiro Bento, que ficou no banco. Matheus Cunha, cria do Coritiba, entrou no segundo tempo e completou o quarteto formado em Curitiba no time do italiano.

Apesar de tudo isso, a principal estrela do duelo foi, sem dúvidas, Carlo Ancelotti. O italiano vestiu terno no calor equatoriano, mascou chicletes e permaneceu à borda do gramado durante toda a partida, de pé, orientando a equipe. Quando necessário, reclamou da arbitragem.

Depois o embate, Ancelotti elogiou a segurança defensiva da seleção e valorizou o empate contra o Equador. “Foi uma partida muito boa a nível defensivo, vi a equipe melhor com a esfera, com um jogo um pouco mais fluido. No final, foi um bom empate e saímos satisfeitos, com crédito para o próximo jogo”, declarou, em entrevista coletiva.
“Minha primeira partida comandando uma seleção, meu coração sentiu um tanto privativo. Estive no banco em mais de 1800 partidas e essa foi privativo. Me sinto seduzido em trabalhar com a CBF e, para mim, é um presente estar cá”, afirmou.
Agora, a seleção se prepara para o duelo contra o Paraguai, terça-feira (10), às 21h45, na Neo Química Redondel, em São Paulo, na estreia do treinador em solo brasiliano.

O que esperar da partida contra os paraguaios? Ancelotti responde:
“Será uma partida dissemelhante, acredito que teremos mais condições de controlar o jogo. Temos que fazer um jogo com mais ritmo, mobilidade e intensidade. Acredito que assim faremos na nossa mansão”.
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