
O ex-volante Kleberson contou bastidores inéditos da campanha do penta da seleção brasileira em 2002. Em entrevista no podcast Carneiro & Mafuz, do UmDois Esportes, o ídolo do Athletico detalhou os motivos para trespassar do termo da fileira e virar peça fundamental do último título do Brasil na Despensa do Mundo.
Kleberson acreditava que a primeira convocação para a seleção brasileira era um prêmio pelo título do Athletico no Campeonato Brasílio de 2001. A estreia com a ‘amarelinha’ foi em janeiro de 2002, pouco mais de um mês depois da conquista pelo Rubro-Preto e unicamente seis meses antes do Mundial na Coreia do Sul e no Japão.
“Quando fui convocado para a seleção brasileira, o meu sentimento era de que estava representando o Athletico por ter sido vencedor brasiliano. O que o Felipão fez da conversa que tiveram foi muito importante para levar eu para a Despensa do Mundo e ser utilizado. Até portanto, o Felipão não tinha persuasão nessa questão de três zagueiros e não tinha um segundo volante com a minha propriedade”, lembrou o ex-jogador.
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ToggleO time titular do Brasil para a Despensa do Mundo sofreu uma baixa importante com a lesão de Emerson em um dos últimos treinos antes da estreia. Em seguida a perda do capitão, o técnico Luiz Felipe Scolari escalou Juninho Paulista porquê titular nas vitórias sobre Turquia e China por 2 a 1 e 4 a 0, respectivamente.
Com a classificação garantida, Felipão deu oportunidade a outros jogadores na última partida da tempo de grupos, contra a Costa Rica, e Kleberson estreou no Mundial no segundo tempo da goleada por 5 a 2. Nas oitavas de final diante da Bélgica, o ídolo do Athletico jogou por unicamente nove minutos, mas o suficiente para dar uma assistência para o gol marcado por Ronaldo, que confirmou a classificação.
O pouco tempo em campo e os treinamentos foram suficientes para Kleberson lucrar a posição de Juninho Paulista a partir das quartas de final contra a Inglaterra. Além de virar titular, ele se tornou peça fundamental nos jogos decisivos. O volante deu uma assistência para o emblemático gol de Ronaldo na final contra a Alemanha.
“O Brasil teve seus momentos com Juninho, conseguiu jogar, mas ainda faltava algumas coisas por conta da liberdade do Cafu e do Roberto Carlos e dos passes que precisavam encontrar Rivaldo, Ronaldinho e Ronaldo”, destacou Kleberson.
“Um dos fatos que foi importantíssimo para eu desempnhar na seleção brasileira foi que não quis mostrar o que o Kleberson era capaz, eu quis complementar o que os jogadores da seleção precisava. Quando via que o Cafu queria subir, eu desistia e ficava na posição dele. O Gilberto Silva também entendia. Era uma coisa fantástica. Nós entramos em uma sintomia que não perderíamos nenhum jogo daquela Despensa”.
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