
Em meio às tratativas para a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o Paraná Clube enfrenta uma crise grave nos bastidores.
O Tricolor pode tolerar um novo revés milionário referente à saída do meia Thiago Neves para o Fluminense, ocorrida em 2007, desta vez em ação promovida pelo empresário Luis Alberto de Oliveira, da empresa LA Sports.
Uma perícia judicial determinou, na última segunda-feira (9), que o Paraná deve remunerar uma indenização de R$ 34,3 milhões à LA Sports, ex-parceira do clube, que detinha 32% dos direitos econômicos do jogador.
A reportagem apurou que oriente valor pode chegar a R$ 45 milhões, com as custas processuais e honorários advocatícios. O Tricolor ainda pode se manifestar e pedir esclarecimentos sobre a perícia.
Caso essa novidade dívida seja homologada pela Justiça, ela deverá ser incorporada ao processo de Recuperação Judicial do clube. O presidente do Paraná, Ailton Barboza, foi procurado, mas não respondeu à reportagem até o momento da publicação.
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ToggleA possibilidade de ter de remunerar uma indenização milionária à LA Sports explodiu porquê uma explosivo nos bastidores do Paraná, que vive processo de venda da SAF.
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O novo débito pode complicar as tratativas entre os possíveis compradores, assim porquê a negociação do deságio com os credores.
Isto porque, caso a indenização seja homologada pela Justiça, Luis Alberto de Oliveira se tornaria o maior credor do Tricolor. Neste momento, o valor da RJ paranista é de R$ 130,8 milhões.
Já a LA Sports, de Luis Alberto de Oliveira, foi parceira do Paraná em diversos momentos e, mais recentemente, havia retornado ao clube em 2022, sob a gestão de Rubens Ferreira, o Rubão, e do portanto vice Ailton Barboza.
A empresa fez a montagem do elenco que foi rebaixado no Campeonato Paranaense daquele ano.

A ação da LA Sports contra o Paraná por culpa de Thiago Neves é antiga e envolve o valor da multa rescisória depositada pelo jogador para deixar o Tricolor e ajustar com o Fluminense, em 2007, no valor de R$ 2,3 milhões.
Em uma ação trabalhista, proposta pelo desportista, o Paraná formulou um pedido de reconvenção, tentando aumentar o valor da cláusula penal levando em consideração os salário do desportista no Flu, e não os vencimentos que ele recebia na Vila Capanema.

Na sequência desta demanda, o Tricolor fez um entendimento e reconheceu que o valor depositado, de R$ 2 milhões, era o correto e desistiu do pedido de aumento da clásusula.
Em razão desta desistência, a LA Sports entrou com uma ação contra o Paraná, alegando que se o Tricolor não tivesse desistido desta discussão sobre o valor da cláusula, a LA Sports poderia ter recta a um recebimento maior do repasse da transferência.
Isto porque, naquele momento, a LA detinha 32% dos direitos econômicos de Thiago Neves. Em primeira instância, a LA Sports perdeu a ação.
Mas, na sequência, houve uma reforma da decisão no Tribunal de Justiça que ordenou o Paraná a indenizar a empresa de Luiz Alberto de Oliveira, sendo determinada perícia para mandar o valor.
O Tricolor tentou recorrer, mas sem vitória. Sendo assim, um perito judicial foi engrandecido para mandar o valor devido pelo clube à LA Sports, determinado em R$ 34,3 milhões.
O imbróglio do caso Thiago Neves começou em 2003, na gestão Ênio Ribeiro, quando o Paraná perdeu 50% dos direitos econômicos do desportista por culpa de um entendimento com a LA Sports, que fornecia comida para as categorias de base do clube.
Em troca do serviço, a empresa ficou com metade dos direitos de cinco atletas da base, dentre eles, Thiago Neves.
Em 2006, o Paraná vendeu 30% para empresa Systema, do empresário Léo Rabello, por tapume de US$ 200 milénio. A LA Sports, de Luis Alberto de Oliveira, fez o mesmo.
Na sequência, o clube ainda vendeu os seus 20% dos direitos econômicos restantes por R$ 480 milénio, ficando assim 32% para a LA Sports e 68% para a Systema.

O jogador estourou no Fluminense em 2007 e chegou a assinar um pré-contrato com o Palmeiras, mas ainda tinha vínculo com o Paraná.
Assim, Rabello depositou os R$ 2,3 milhões da multa rescisória em pensamento e o meia ficou no time carioca. Porém, o Tricolor não tinha recta a mais zero.
Em 2008, sob a gestão do ex-presidente Aurival Correia, foi pago para a LA Sports a parcela referente aos 32% a que empresa tinha recta, o correspondente a R$ 640 milénio.
O problema é que o R$ 1,36 milhão dos 68% da Systema foi sacado e utilizado para outros fins, o que gerou o processo na Justiça.
O clube tentou na justiça conseguir de volta os 60% dos direitos econômicos e perdeu.
Um entendimento foi feito na gestão de Rubens Bohlen, em 2012. A dívida com Léo Rabello, que já estava em R$ 27 milhões foi reduzida para R$ 10 milhões.

Com a venda via leilão da sede do Tarumã por R$ 30 milhões, em 2013, tapume de R$ 3 milhões foram pagos, mas as parcelas seguintes não foram honradas e a dívida voltou ao valor totalidade de R$ 36 milhões, que chegou a R$ 40milhões.
Em 2017, a diretoria do presidente Leonardo Oliveira comemorou um entendimento para a quitação da dívida com Rabello. O clube renegociou o débito para R$ 4,5 milhões e quitou o passivo com pedestal financeiro do empresário Carlos Werner.
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Em troca do pagamento feito por Werner que, no totalidade, chegou a ter um crédito de R$ 28 milhões com o Paraná, em 2019 o clube, posteriormente cobranças judiciais feitas pelo seu parceiro, perdeu a propriedade do CT Ninho da Gralha para Werner.
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